quarta-feira, 15 de julho de 2015

Os Imortais - Estrela da Noite

No quinto livro, Ever está enfrentando as consequências de tudo o que fez em Chama Negra. Em ‘Estrela da Noite’ Ever continua com sua luta pela escolha entre seu eterno amor por Damen ou sua intensa paixão por Jude. Mas a mais coisa em jogo do que uma simples escolha entre dois homens. De melhores amigas a inimigas mortais. Haven jurou vingança a Ever pela morte de Roman, mesmo tendo sido Jude quem o matou. Desde o infeliz incidente as ameaças são constantes. Haven faz questão de fazer gato e sapato de Ever até o momento que considerar ideal para matá-la e, para tal, decide utilizar os segredos sombrios de Damen que Ever desconhece, mas que são capazes de separá-los para todo o sempre.

Com treinamentos pesados, Ever tenta melhorar suas habilidades para combater a força descomunal de Haven, mas algumas revelações desestabilizam-na emocionalmente, deixando-a vulnerável às armações de sua nova inimiga. Mas Ever ainda tem um trunfo na manga. O vício de Haven a domina completamente, deixando-a instável e a beira de um colapso, porém, se não for controlada adequadamente, Ever corre o risco de que sua ex melhor amiga exploda em suas mãos. Entre as brigas de Ever e Haven há Miles, que nesse livro se destaca e nos mostra quem realmente é; Impressionei-me muito com ele, suas escolhas e diálogos. Ao contrário dos anteriores, Ever finalmente criou algum juízo e se rendeu a aceitar a ajuda dos que a rodeiam. Resumindo, deixou de fazer besteiras impensadas o tempo todo, o que por sinal conseguiu irritar todo mundo. A narrativa segue a mesma linha, leve, fluente. 

A história tomou um rumo interessante, apesar de eu não gostar do que se tornou a Haven, ainda assim é uma ótima reviravolta para a série. A questão do sexo acabou perdendo a evidência, ainda é assunto primordial para Ever e Damen, mas já não é o mais importante, visto que inúmeras vidas correm perigo, inclusive as suas próprias. Os personagens num geral cresceram e se desenvolveram melhor neste livro, amadurecendo alguns "defeitos" irritantes e melhorando suas interações com a história. Sabine não aceita a realidade e por isso há cenas de sermão e brigas dentro de casa, que a meu ver deixaram o livro um pouco mais "realista". Não é normal tantos personagens aceitarem tão bem algo como imortalidade e todos os poderes citados no livro. E ainda há o problema mais grave para Ever: o antídoto. Ela está disposta à tudo para consegui-lo e enfim aproveitar sua relação com Damen por completo.  Acontecem várias reviravoltas durante o livro e o final realmente me surpreendeu. Aguardando ansioso para o grande final em "Infinito".

Os Imortais - Chama Negra

Bom, a diagramação do livro segue o mesmo exemplo dos outros da série, portanto, não vou ficar falando sobre isto agora. A capa, assim como as dos livros anteriores, tem uma relação com a história e, em alguns casos, pode até mesmo ser um spoiler. A propósito, por mais que eu evite, esta resenha tem um pouco de spoiler para quem não leu os três primeiros livros.

Diferente de Terra de Sombras, este livro tem mais ação que enrolação. A Ever, no entanto, continua sendo aquela mesma personagem meio burra que faz tudo errado, mas agora ela está mais que determinada a acertar as coisas. É uma pena que as coisas nem sempre saem como a gente quer, né? Como se não bastasse o fato de sua tia namorar seu professor de história e os dramas do relacionamento dela com o Damen (principalmente porque ela está cada vez mais próxima do Jude), agora ela tem como inimiga a sua "ex-melhor amiga" e fez um feitiço que acabou dando errado, deixando-a presa ao Roman.

Para não se encrencar ainda mais, a personagem principal começa a tentar desfazer o feitiço e, é óbvio, sempre piora tudo. Só para complicar ainda mais, as gêmeas de Summerland estão sendo cuidado pelo Damen, o que faz com que o casal se distancie cada vez mais. Bem, a escrita da Alyson está maravilhosa neste livro, a narração flui de um jeito incrível, ao contrário do que aconteceu no livro anterior. No entanto, diferentemente dos outros livros (no qual o final é uma repetição entediante do final anterior, só mudando personagens), o final de Estrela da Noite traz um elemento novo: um enigma, em forma de canção, que Ever deve desvendar para poder desfrutar da felicidade. Resta saber se no próximo livro da série, Infinito, a autora irá explorar de maneira interessante esse novo elemento ou se continuará apegada ao ciclo vicioso dos livros anteriores.
 
Eu tenho esperanças que ela utilize esse novo elemento para criar uma situação completamente diferente das situações relatadas nos livros anteriores e que, com isso, a história fique mais emocionante, seja mais atraente e também surpreendente – acho que a novidade é algo que faltava ao enredo desse livro, pois desde o segundo livro ficou tudo muito previsível. Chama Negra é uma mistura de romance, drama, mistério, surrealismo e intrigas, e conseguiu me prender desde a primeira frase. Apesar de continuar fazendo tudo errado, a Ever amadureceu muito e deixou um pouco da sua teimosia de lado. O final como sempre, me deixou surpresa e com vontade de ler o quinto volume da série.

Os Imortais - Terra de Sombras

Depois de ter sido traída por Ava e ter feito a escolha errada no fim do último livro, Ever se vê condenada a passar a eternidade afastada de Damen. Mas ela não pretende aceitar esse destino tão facilmente e tentará de todas as formas convencer Roman a entregar o antídoto que a permitirá tocar novamente em seu grande amor. Enquanto ela se tortura tentando encontrar a solução desse problema, surge Jude, um surfista bonitão que parece não ter aparecido em sua vida por acaso.

Terra das Sombras começa com Ever que agora está sofrendo as consequências de seus atos não muito inteligentes no final do segundo livro. Ela e Damen não podem mais se tocar, caso isso aconteça, ele morre. Então, ela vai tentar falar com Roman, já que ele tem o antidoto para esse problema. Mas assim que ele determina o preço que ela precisaria pagar, Ever percebe que será mais difícil do que ela pensou.

O livro se desenrola na história de Ever tentando buscar uma solução sozinha. Entre feitiços, livros em códigos e mais dramas de adolescentes. A parte legal da narrativa da Alyson Noël, é que ela é muito rápida. Os capítulos curtos e a ansiedade de querer saber como ela vai resolver tudo acabam fazendo com que eu leia os livros da série muito rapidamente. A história é sim, intrigante. Eu estou sempre querendo saber o que vai acontecer e isso acaba fazendo com que eu não consiga desistir da série.

Vamos falar agora dos motivos que ainda me incomodam. Ever, Ever, Ever. Cometer um erro uma vez é humano, mas persistir no erro é escolha. Ela precisa imediatamente começar a ouvir os outros. Em Lua Azul ela não dá ouvidos às gêmeas e se mete em confusão, e em Terra de Sombras ela não dá ouvidos ao próprio namorado - que por sinal, tem anos de experiência no assunto da imortalidade - e se mete em confusão de novo.

Enfim, espero que ela aprenda de uma vez. A autora adiciona um personagem novo, que deixa um clima de triângulo amoroso e Damen ciumento na história. Eu gostei disso nesse livro em particular, mas quero ver como a autora vai desenvolver nos próximos. Tenho fé que a Ever vai melhorar, estou torcendo muito para que ela se ligue e aprenda com os erros no próximo livro. Se isso acontecer, será uma leitura sem tantas brigas entre eu e a ela. Não gosto muito de brigar com os personagens, mas nesse caso foi necessário.

Os Imortais - Lua Azul

Lua Azul - Esse é o Segundo volume da série Os Imortais. Ever agora é imortal, também toma o suco que lhe dá vida eterna e faz com que sua pele e sua aparência a tornem muito mais bonita. Ever e Damen estão muito bem, desde que ela se tornou imortal eles tem o resto da eternidade para ficarem juntos. Nesse livro, um novo personagem é adicionado a trama, Roman. Ele é daqueles personagens que desde o inicio já sabemos que não é confiável. Roman foi um personagem que eu odiei desde a primeira linha que ele aparece. Simplesmente não fui com a cara dele em nenhum momento. Ever também não, mas ela foi o exemplo da ingenuidade nesse livro. Ever nesse livro está pronta para agir, pronta para realmente salvar Damen do que quer que esteja acontecendo com ele. Achei isso legal dela, tomar uma iniciativa e buscar respostas e soluções. Mas, a autora passa o livro todo criando expectativas no leitor para que quando Ever realmente descobrisse algo, seria uma descoberta impactante.

Na verdade o amor que Damen sente por ela é desde de vidas passadas que o mesmo lhe conta que vive a cerca de 400 anos e sempre amou Ever mas em nenhuma reencarnação dela ele conseguiu ficar com ela. Agora além de ser imortal ela consegue materializar tudo que deseja mas para isso precisa de aprendizado e Damen se empenha em ensinar para ela os seus pensamentos para conseguir materializar tudo que deseja como por exemplo um carro, uma roupa, enfim tudo que quiser aparece na sua frente. Damen a leva em lugares maravilhosos e caros e a faz conhecer outro mundo. Porém começa a acontecer algumas coisas muito estranhas com Damen, uma doença misteriosa ameaça o futuro dos dois juntos e Damen começa a perder seus "poderes" e a se esquecer de tudo já viveu, inclusive começa a tratar Ever muito mal, então Ever se vê entrando em outra dimensão mística que é Summerland onde ela conhece toda a história de Damen e consegue ter o poder de voltar ao tempo onde será necessário escolher o que ela deseja : Que seus pais voltem ou que Damen seja curado ?

Os Imortais - Para sempre



Comecei a ler esse livro com um pé atrás, talvez com medo de não gostar depois de tantas resenhas negativas. A capa é muito linda e no final a gente entende que ela tem tudo a ver com a história. Ever Bloom tinha uma vida perfeita – era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite. Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável – após o acidente, ela adquiriu dons especiais.


Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida e apaixonada.

Ever é uma personagem boa, mas às vezes ela me irritou muito com sua caretice. Damen é o típico homem dos romances sobrenaturais: Perfeito, lindo e misterioso. Mas eu vi diferenças na personalidade dele, como um humor impagável e até um desapego pela Ever, pois ele não é do tipo "grude". Riley é uma personagem muito essencial! É muito divertida e também rendeu momentos emocionantes ao longo da leitura. Ava, a vidente, também foi uma personagem muito importante para o desfecho e confesso que ela começou para mim só como uma personagem secundária, mas depois me conquistou completamente. Agora, sobre os amigos da Ever: Miles é um personagem que suaviza mais as coisas, com seu humor e alegria. Haven... Ah, Haven! Eu nunca vi personagem secundária mais chata que essa, sinceramente espero que a Alyson dê um jeito de matá-la nos próximos livros! No começo ela é mega irritante, no meio começa a melhorar e no fim piora mais um pouco.

Tenho que fazer uma observação antes de ir para os próximos pontos: Todo mundo diz que a Ever é chata, mas eu não percebi esse defeito nela. Tudo bem, ela é muito irritante em certos momentos, mas no fim ou em bem mais do meio, eu consegui entender todas as ações dela. O livro em si pode ser definido só por uma única palavra: Misterioso. Simplesmente não cogitei em largá-lo antes de saber as respostas para todas as perguntas que martelavam na minha cabeça. São muitos mistérios e a quantidade só aumenta a cada capítulo. Todos parecem suspeitos e nada é o que parece. Pelo que percebi na história, a Ever não sabe lidar com os poderes no começo e vive se culpando pela morte de sua família, mas Damen alivia tudo. Achei legal também a protagonista não ser reclamona, por exemplo: "Eu quero ser como você, blá blá, blá..." Não é uma leitura cansativa, já que os capítulos são curtinhos e bem gostosos de se ler. Em nenhum momento fiquei entediado e esse fato logo fez com que a história ganhasse pontos comigo. A Alyson Noël tem uma escrita muito boa, de fácil entendimento, mas com uma profundidade inacreditável.

O Livro todo retrata o assunto da espiritualidade de uma forma muito aberta, mas tudo fica nas entrelinhas para você mesmo entender e tirar suas próprias conclusões. Há um certo momento que a história começa a ficar viciante, muito viciante. Os mistérios aumentam, juntamente com o perigo e tudo isso recai sobre Ever. Ela está ainda mais vulnerável depois que alguns fatos ocorreram na história e eles contribuiram para a maior ação no livro e também suspense. Você realmente não sabe o que vai acontecer e torçe para o desfecho feliz. Depois de certo momento, as coisas ficam perigosas para Ever e ela começa a descobrir quem realmente é seu amigo e inimigo. Alguns mistérios são finalmente revelados e outros ficam para o próximo livro, Lua Azul. Damen e seus mistérios são revelados aos leitores, pelo menos em partes. O romance de Ever e Damen é lindo e encantador, faz dar suspiros na leitua. Ao longo dos fatos, esse amor é posto à prova, em um teste da vida que pode fortalecer ou acabar de vez com a relação de Ever e Damen. Quando tudo parece estar resolvido, novos perigos e muito suspense nos esperam, prontos para prender de vez na leitura.

O final é surpreendente, eu pensei que a Alyson ia enrolar um pouco para deixar acontecer o que aconteceu. Não é uma leitura maçante, e fico muito feliz ao dizer que gostei desse primeiro livro, muito bem construído por sinal e com um belo romance. Dosado com um pouco de tudo, "Para Sempre" conseguiu me emocionar, despertar frustração e também me alegrar, com momentos ótimos de suspense e ação. Falando um pouco do design gráfico, está simplório, mas mesmo assim bem bonito. Estou muito ansioso para a continuação, principalmente depois de ler o primeiro capítulo de Lua Azul disponível no livro, e realmente espero que a série só melhore, pois adorei a história e acho que ela tem muito potencial para se tornar um sucesso aqui no Brasil. Recomendo para todas as pessoas.

Box: O Essencial da Estratégia - A Arte da Guerra


Sinopse

O maior tratado de guerra de todos os tempos em sua versão completa em português. "A Arte da Guerra" é sem dúvida a Bíblia da estratégia, sendo hoje utilizada amplamente no mundo dos negócios, conquistando pessoas e mercados. Não nos surpreende vê-la citada em filmes como Wall Street (Oliver Stone, 1990) e constantemente aplicada para solucionar os mais recentes conflitos do nosso dia-a-dia. Conheça um dos maiores ícones da estratégia dos últimos 2500 anos.

A Arte da Guerra, foi escrita por Sun Tzu, por volta do séc. IV a.C., durante o turbulento período dos Estados Guerreiros da China . Seus ensinamento, contudo, não perderam o brilho, nem deixaram de ser atuais. A obra é dividida em treze capítulos, cada um deles fala sobre um aspecto da estratégia militar. Juntos, eles formam um cenário composto por eventos e estratégias que devem ser utilizado durante a batalha. De uma forma inteligente e com argumentos bem definidos, o autor expõe a importância de temas como motivação, disciplina e obediência. Apesar de ter uma caráter puramente militar, a obra de Sun Tzu, deixou os campos de batalhas e ganhos destaque na guerra dos negócios. Considerando a concorrência como a força inimiga e o campo de batalha como o mercado, temos conceitos facilmente aplicáveis ao mundo dos negócios.

Como sou estudante de administração de empresas, esse livro é sempre indicado para leitura, mas nunca me animei para lê-lo, inclusive o abandonei umas três vezes, aproveitei o desafio literário para finalmente concluir o livro. A leitura, para mim, foi um pouco difícil, primeiro porque não é o tipo de leitura que gosto de ler, além disso, os capítulos são formados por versos, e sempre com comentários, sem a continuidade que estamos acostumados. Mas nem isso tirou o brilhantismo da obra que alcançou milênios.


A Arte da Guerra, é uma obra de imenso valor, grandes estrategistas ao longo da histórias se utilizaram de seus ensinamentos. Gregos e romanos em suas batalhas deixaram registrados suas estratégias, contudo, nenhum o superou em fidelidade no que ser refere ao campo de batalha. Sun Tzu, não se preocupou em estudar uma situação singular, como estudaram os espartanos, por exemplo, mas sim todas as situações e eventos, independentes da época, território, cultura.

Uma lição importante que podemos destacar da obra é que vencer a vaidade, a ira, a arrogância constitui uma importante fórmula para a vitória. Na batalha (nos Negócios) devemos conduzir os adversários a agirem de acordo com nossas necessidades, transformando seus atos em vantagem estratégica, sempre agindo em conjunto e tendo completa ciência do território e obstáculos a vencer. Um manual (milenar) de estratégias, que pode ser usado ainda nos dias de hoje... O que está escrito nesse livro pode ser usado em qualquer aspecto da vida, muitos descobriram isso e escreveram livros à respeito.

Trocando as palavras Guerra, Batalha, Operação Militar por qualquer outra como Empresa, Concorrência, Mercado, conseguimos obter do texto o mesmo ensinamento, é bem interessante. Não vejo violência no livro de Sun Tzu. Os tempos eram outros e bem violentos só que esse tipo de texto precisa ser adaptado para nossa realidade e nossa época onde já estamos cansados de ver que violência só gera mais violência e não resolve problema algum.

Box: O Essencial da Esttégia - O Livro dos Cinco Anéis


Sinopse

O Livro dos Cinco Anéis - Gorin No Sho - é o mais importante tratado estratégico dos samurais. Seu autor, Miyamoto Musashi (1584-1645), é considerado o samurai mais famoso de todos os tempos. Em sua época, derrubou escolas consagradas e venceu guerreiros formidáveis, impondo-se como um guerreiro imbatível. Lutou mais de 60 duelos, esteve presente em diversas batalhas e nunca foi derrotado.

Myiamoto Musashi é considerado o maior samurai do Japão feudal. Trilhou a sua vida pelo Kenjutsu, o Caminho (ou Arte) da Espada, um conjunto de regras virtuosas baseadas no Zen, Xintoísmo e Confucionismo.
"Quando não puder mais ser enganado pelos outros homens, terá finalmente compreendido a sabedoria da estratégia."


Reza a lenda que venceu o seu primeiro duelo aos treze anos de idade e até morrer (de velhice, é claro) nunca conheceu a derrota. Prevendo que seu fim se aproximava, resolveu deixar escritos os ensinamentos da sua escola Niten Ichi Ryu para a posteridade. O seu estilo era o de duas espadas, uma longa e uma curta.

Escritos em 1645, seus conselhos são estudados até hoje como referência sobre estratégia para homens de negócios e de marketing. Parece barbárie considerar técnicas de duelo de espadas e formas de matar o oponente como leitura educativa em um mundo civilizado. Mas é preciso ter em mente que viver e morrer pela espada era o ideal mais nobre e elevado que existia naquela época. "De modo geral, o Caminho do guerreiro é a aceitação resoluta da morte." Acima de tudo, o Caminho da Espada deveria ser seguido como filosofia de vida. "É necessário manter a posição de combate na vida diária e fazer da posição diária a sua posição de combate." "Estude a estratégia no decorrer dos anos e conquiste o espírito do guerreiro. Hoje é a vitória sobre o você de ontem; amanhã será a sua vitória sobre os homens inferiores."

Os cinco anéis são tópicos chamados de Terra, Água, Vento, Fogo e Vazio. Musashi ensina que os samurais não deveriam ser somente os melhores na espada e na palavra, mas aprender um pouco sobre todas as outras artes. "O Caminho do guerreiro é o da palavra e o da espada, e ele deve apreciar ambas as coisas. Mesmo que um homem não possua nenhum talento natural, pode tornar-se um guerreiro se aderir assiduamente às duas divisões do Caminho."

É interessante notar as analogias utilizadas pelo autor para tornar o seu ensino mais compreensível. Em uma delas ele compara a batalha do guerreiro à construção de uma casa, em outra a um jogo de futebol (é, o futebol era um jogo de quadra no Japão medieval). A maioria de seus princípios traz a aplicação em combates homem-a-homem e em grande escala (batalhas). Isso mostra a visão estratégica, tanto individual quanto coletiva, que Musashi tinha. "Na estratégia, é importante ver as coisas distantes como se estivessem próximas e observar de longe as coisas próximas."

Box: O Essencial da Estratégia - O Príncipe


Sinopse
Sob a atmosfera inquieta da Renascença e domina¬do pela ideia da unidade italiana, Maquiavel escreve “O príncipe”. Nele tenta definir o poder, as formas de governo, as virtudes do soberano e uma nova ética do fazer político. O texto reflete as condições da época, o combate às tradições medievais e é notável a abordagem livre de fatos históricos. Maquiavel deixou como legado, sobretudo com este escrito, uma contribuição essencial para a ciência política.


Com base na observação de procedimentos da ação dos grandes homens (os líderes, no dizer de Maquiavel) e no conhecimento adquirido pela leitura de tal ação em diferentes momentos da história, o segundo secretário do Dieci fundamenta sua teoria do poder. Esta tem dois princípios básicos: a legitimidade e a organização. Legitimidade implica em saber o Príncipe sera aceito como poder pelos dominados. Organização implica em ter boas leis e boas armas. Boas leis, na ótica de Maquiavel, são os que asseguram o poder centralizado e boas armas são aquelas inteiramente fieis e obedientes ao Príncipe. É uma fórmula quase matemática que possibilita a quem souber utilizá-las o exercício do poder.

Portanto, não basta à legitimidade e a organização, só o Príncipe que saiba atuar de acordo com a necessidade do momento (tiver virtù) será capaz de neutralizar o imprevisível (a fortuna). Virtù e fortuna constituem as categorias ontológicas que fundamentam a teoria política proposta em O Príncipe. Maquiavel pensa o poder como algo de imanente e não como transcendente, em decorrência pensa as relações entre os homens como um jogo de forças regidas por explicações intrínsecas e naturais. Isto o permite compreender o “fazer política” – cujo objetivo é conquistar e manter do poder - como algo que tem regras e leis próprias, não redutíveis às regras da moral tradicional. Reconhecido como o fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o Governo como realmente são e não como aparentemente deveriam.